quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Da menina

Quando nois casar, SE nois casar
Eu vou rir todos os dias, menino
Até eu sentir doer o bucho
E parar pra arregalar os óio
Do susto, menino, que salta do meu peito
toda vez que eu lembro
Que tu entrou na minha vida ligeiro, sem bolir, sem pedir
E hoje não desgarra do meu coração, mas menino.
Nem escapole do meu pensamento.
José me mandou tomar leite quente, menino... Pra me curar.
Disse que esse troço era doença.
Acho que ele tava até certo, Deus Meu, que essa agonia estranha
que faz cócegas no meu estomago e aperreia meu juízo
Já me tirou do prumo. Valhei-me, Ciço, valhei-me.
Só que acho que o tronxo tá na cabeça, que não se imagina mais sem essa agonia
e que decidiu e sacramentou, menino, que dessa doença eu não morro, mas vivo.
Por módequê ela não mais tem cura, imagina esperança.
Soube que só cresce... Onde já se viu!?
Chamaram de amor.
Assustei, prefiro chamar de MENINO.


(Pra quem me faz bem, raiva e agonia. :*)

Nenhum comentário:

Postar um comentário