Parei pra ver o mar, e percebi que toda paz do mundo boia naquela agua toda
Percebi que o sol sempre ta posicionado no lugar certo, como numa pose, só esperando um disparo, e que a areia, hora parece o céu, hora o chão, foi aí que eu percebi que ainda tava no mundo, e, de longe, no vaivém mais constante, deu-se o lixo.
Uma garrafa de um espumante sem lacre, mas com alma de vagabundo. Pensei em procurar um pedido de socorro dentro dela, mas olhei ao redor, era o que me faltava.
Toda sujeira que o ser humano carrega no cerebro boiava, de forma debochada. Afundando a paz, entortando o sol. Todo o show que eu tinha parado pra assistir se tornou num desfile, até capitalista, de embalagens. Algumas até sem pé, nem cabeça, só sujeira: Como o resto de um detergente foi parar na praia? O que leva tudo pro lado pessoal. Parece de propósito, coisa de gente... Não, coisa de COISA que já cansou de procurar paz nos lugares mais estúpidos e não admite que nenhuma polyana encontre paz nesse bando de água que muda de cor.
Que burra eu fui, olhei ao redor. Aprendi que se olha pro horizonte, e só, suga o que der do mesmo e despreza o resto, porque quando se da valor pros lados, a gente percebe que a vizinhança se tornou parasita, já que o própio horizonte, por desleixo ou desinteresse, já apodreceu a tempos.
domingo, 3 de janeiro de 2010
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