quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Ano que engatinha

E voce 2010?! Tão novo, o tadinho
Esperado feito recem nascido
Mas responsavel feito gente grande
Gente que esquece
Que dia desses fez bobeira
E culpa o ano velho
Ih, ano velho
Eras tão novo
Tão esperançoso
Ninguém te quer mais
Por isso se desfazem de tudo que é teu
Chega, acabou nossa relação
Daí o novo, quase uma pedofilia essa relação
Como todo começo, mil promessas, ELE promete
Certo dia prometeu que se passasse de branco
Era paz na certa
Xii, que meleca
Já ele esquece
E a gente, de boba, estremesse
Mas daí acaba tudo, de novo
Pro novo
Até que a gente acabe
Literalmente
Porque afetivamente
Vai acabar mesmo
O ano
Ele, sua culpa
E tudo que deu errado.
Vai embora, ta na hora
Te imortalizo nas ondas
São sete
Mas só por um ano
Que ano que vem,
Só Deus sabe.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

As vezes ela perde o sentido de tudo. É como se repetisse a mesma palavra várias vezes, e não ouvisse mais a palavra, nem nada. As loucuras do mundo perderam o sentido. Todo. Nenhum porque se encaixa mais, considerando os absurdos e nojentos. É covardia demais pra um mundo tão pequeno! E a vida, que sentido tem? Ela pisca devagar, respira fundo, como se procurasse alguma força deixada de reserva, e responde que pra vida só restou um sentido: observar, com olhos de recem nascido, todo esse amargo, e, de forma solitária, achar o doce. Sempre só, só pra sempre.